COREIA DO SUL - Seoul - Crónica 2 de 9

Crónica 2 – Seoul

Depois de quase 12 longas horas de voo, aterragem em Seoul.

A entrada torna-se muito simples e rápida se se fizer o E-Arrival, até 72 horas antes da chegada ao país. Sem malas para recolher, rapidamente chegámos à zona exterior do aeroporto, para trocar dinheiro, comprar o Sim Card e o T-money para os transportes. Pode-se trocar dinheiro no aeroporto, porque o câmbio é bom e totalmente sem comissões. O T-money, é recarregável, apenas em dinheiro, e em qualquer loja de conveniência, e dá para quase todos os transportes públicos no país.

Para chegar a Seoul há duas opções de comboio. O Expresso, cor de laranja, que não pára em nenhuma estação, senão na Estação Central, mas que obriga a compra de bilhete, com horário específico e só meia hora antes da partida se tem acesso à plataforma, ou então o comboio normal, de cor azul, que pára em todas as estações, mas que demora um pouco mais. Neste já se pode utilizar o cartão dos transportes. Nós optámos pelo Expresso, mas o normal tinha sido quase o mesmo e muito mais barato.

Os famosos restaurantes de Barbecue coreano

Chegados à Estação Central, e necessitando de apanhar o metro, passámos por um “filme” para conseguir sair e chegar à linha que queríamos. O cartão dos transportes não abria a cancela, apesar de estar carregado. Difícil encontrar alguém que falasse inglês, até que depois de muita procura, uma gentil coreana veio connosco até à saída e nem ela própria percebia a nossa situação. Finalmente, e por sorte, uma cancela de saída abria com os nossos cartões e chegámos à linha que queríamos. Depois vi que a cancela era laranja, e creio que era mesmo por ali que tínhamos de passar vindos do Expresso. Mas não está bem explicado, e torna o processo confuso.

O primeiro alojamento de Seoul foi na Moon Sun Guesthouse, no bairro Myeongdong, https://moonsunguesthouse.southkrhotel.com/en/. Simples, mas eficaz para o que se pretendia. Recebemos uma mensagem na APP Booking com o código de entrada no edifício, mas quando chegámos, um envelope colado na porta do prédio, com o nosso nome, continha o código de entrada, o número do quarto e a informação de que a chave estaria no interior. Check-in feito! Largar as mochilas, que a quente cidade esperava por nós. Uma onde de calor abatera-se sobre a Coreia, e a humidade, juntamente com o calor, obrigava a uma hidratação constante. Os alertas de segurança por SMS começaram a cair nos nossos telefones. Uns pelo calor, outros por pessoas procuradas, outros ainda por pessoas idosas perdidas. Estranho, é que nunca demos os nossos números portugueses a ninguém, mas os SMS chegaram até nós.

Estação de Metro

O primeiro almoço, num pequeno restaurante de uma senhora já com alguma idade, foi indicador, que em termos gastronómicos, a viagem iria ser maravilhosa. Estes pequenos restaurantes, geridos pelas Ajummas, nome pelo qual estas mulheres são conhecidas, é onde podem encontrar comida feita com carinho, com receitas próprias que já passaram por algumas gerações. Comida simples, caseira e deliciosa, servida em porções generosas e a um preço muito acessível. Para mim, os meus “estrela Michelin”. Uma excelente refeição, com bebidas, fica por 5 €. E ainda nos podemos servir, de oferta, de Kimchi e pickles de nabo coreano. O Kimchi é um alimento tradicional, que consiste em couve fermentada. Existe em todas as refeições. A couve é inicialmente salgada por umas horas, para desidratar. Depois é lavada e temperada com pimenta vermelha, alho, gengibre, cebolinho e molho de peixe. Por fim é colocada em potes de cerâmica onde fermenta durante semanas. Tem um sabor picante, azedo e salgado ao mesmo tempo, mas é delicioso.

Furoa Café

Após o almoço, paragem no muito acolhedor Furoa Café, https://www.instagram.com/furoa.seoul/. Um espaço realmente a visitar. Muito simples, mas com um som fenomenal! A decoração, muito focada em peças recuperadas de antigas indústrias, encantou-nos. E utilizam discos de vinil, em mesa misturadora com dois pratos, claro está, tudo equipamento Technics, como os entendidos sabem. O som de jazz muito agradável, para apreciar um café bem gelado. Impossível sair sem dar os parabéns ao dono pelo estabelecimento, pelo som, pelo gosto das bebidas, por tudo.

Se na rua o calor aperta, no metro, o ar condicionado enregela! Sempre com a necessária hidratação, visita ao templo Bongeunsa, onde um monge recitava um Sutra, enquanto tocava um moktak, pequeno tambor de madeira. 

Templo Bongeunsa

Não vos consigo explicar, mas tínhamos ficado ali horas a ouvir, sem entendermos sequer uma palavra. É algo que atrai e nos tira peso de cima. Só vivendo! Este templo é um verdadeiro refúgio espiritual, no moderno coração de Seoul. 

Templo Bongeunsa

A sua simplicidade e serenidade, rodeada de arranha-céus, cria uma atmosfera única, entre tradição e modernidade. Existe desde o ano de 794, e contém uma grande estátua de Buda Maitreya. Por todo o templo, “mares” de lanternas brancas penduradas, criam um efeito visual muito interessante. Tem a particularidade de ser um Templestay, ou seja, pode-se viver uma experiência real budista, que inclui meditação, refeições silenciosas e rituais religiosos. Quem sabe um dia…

Templo Bongeunsa

Mas com pouco tempo, tivemos de seguir o plano de visitas para o dia. Na zona do Coex Mall, um centro comercial, há uma escultura que retrata as mãos, na famosa pose de dança do hit mundial de PSY, Gangnam Style. Quem não se lembra desta música? De qualquer das formas, sensores detetam a presença de pessoas, e de imediato, para os mais esquecidos, o videoclipe começa a rolar, num ecrã junto à escultura.

Gangnam Style

Dentro do Coex Mall, imperdível a deslumbrante biblioteca Starfield. Um espaço público impressionante, com estantes que alcançam 13 metros de altura, numa área de 2.800 m², e contendo mais de 50.000 livros e revistas. Preparem-se para uma multidão de “instagramers”, que invadem o espaço diariamente.

Biblioteca Starfield

Tempo ainda para visitar a Lotte World Tower, onde se pode subir até ao topo, mas não o fizemos. O preço pedido, não justifica a subida, e havia alguém que não conseguia pisar o piso de vidro. Este é o edifício mais alto da Coreia. 

Lotte World Tower

Tem 555 metros de altura e 123 andares acima do solo. Entretanto, e para tentar apanhar um bom ângulo para uma foto noturna do edifício, acabámos por nos perder, literalmente, dentro do centro comercial que existe no local. Por sorte uns simpáticos miúdos, conseguiram guiar-nos até ao acesso do metro.

Zona da cidade com gigantes painéis de LED

O jantar já foi na zona do mercado noturno de Myeongdong, onde comemos um arroz terminado de confecionar na mesa, numa frigideira gigante, que estava ótimo! Como nota, os talheres e os guardanapos, estão sempre numa gaveta, na lateral de cada mesa. É assim em qualquer restaurante. Garfos… não vi. Pauzinhos ou colheres. 

Mercado noturno de Myeongdong

Também poderia ter sido uma opção comer nas várias bancas de comida de rua, mas as pernas pediam um assento, daí esta opção por restaurante. Para quem procura lojas de K-beauty, nesta zona existem bastantes.



Templo Bongeunsa

A loucura dos bonecos


No metro, uma cabeça "perdida"

A verdadeira loucura do país, estas máquinas de pinças


Biblioteca Starfield.

Biblioteca Starfield.

Templo Bongeunsa

Templo Bongeunsa

O contraste do tradicional e do moderno. Templo Bongeunsa

Templo Bongeunsa

Templo Bongeunsa

Templo Bongeunsa

Templo Bongeunsa

Templo Bongeunsa

Templo Bongeunsa

Templo Bongeunsa

Templo Bongeunsa

Templo Bongeunsa

Uma das cadeias de lojas de conveniência mais populares

Comentários