Mais uma manhã abafada e húmida
em Seoul. Pequeno-almoço no GS25, uma das grandes cadeias de lojas de
conveniência, com milhares de espaços em todo o país, a par do CU e do 7-Eleven.
Torna-se prático e económico fazer refeições nestas cadeias. Grande parte das
lojas têm espaços para pequenas refeições, e podemos preparar até noodles,
porque há sempre água quente disponível. Micro-ondas e máquinas de café,
complementam o conjunto. O nosso pequeno-almoço, é sempre dirigido para
produtos locais, de onde destacamos um triângulo de arroz prensado, com
diferentes recheios, e envolvido em alga seca, com o nome de Samgak-Gimbap,
sendo que a primeira palavra significa triângulo e a segunda arroz enrolado em
alga.
O sistema de embalagem está feito de forma que a alga não toque no arroz
até à hora de comer, para não ficar mole. Os recheios são variados, sendo que
os preferidos foram atum com maionese, ovos com legumes e frango picante. Os
iogurtes líquidos locais de banana, são outra especialidade a não perder.
O primeiro destino
deste dia é o Palácio Gyeongbokgung. O meio de transporte escolhido para
a deslocação, foi o autocarro. Os preços dos transportes são bastantes
aceitáveis. Uma viagem custa normalmente 1 €, seja de autocarro ou de metro. Se
fizermos ligações entre transportes, num curto espaço de tempo, só se paga a
primeira viagem do trajeto total. A esmagadora maioria das paragens têm painéis
eletrónicos, que nos dizem precisamente o tempo de espera de cada autocarro,
sendo que a maioria deles passa entre 7 e 10 minutos de intervalo. Já que
falamos de transportes públicos, no metro há uma situação curiosa. Sempre que o
comboio se aproxima da estação toca uma melodia, muito semelhante às que
ouvimos na série Squid Game, antes do início dos jogos. Esta melodia tem
vários propósitos: alerta de que o comboio está a chegar, para assim as pessoas
se preparem para embarcar e tornar o processo rápido de modo a não haver
atrasos e funciona como alerta para invisuais. Seja qual for o meio de
transporte, 99,99% dos passageiros, estão a olhar para o telemóvel. É mesmo
impressionante!
Chegámos ao palácio mesmo na hora
certa, para assistir ao ritual do render da Guarda Real, numa organizada
coreografia militar, cheia de rituais, cor e música. A entrada nos monumentos é
muito barata, o que promove o fácil acesso a espaços culturais. O valor é menos
de 2 € por pessoa, que quando se compara com Portugal, é praticamente
oferecido. Copiamos muita coisa, mas teimamos em não copiar bons exemplos como
este. Para quem não quiser pagar entrada, basta vir vestido com os trajes tradicionais
hanbok.
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| Trajes tradicionais - Palácio Gyeongbokgung |
Ainda pensámos no assunto, mas com o calor que estava, era como
entrar num grelhador. Muitos locais usavam o traje, e alguns até vinham com
fotógrafos, um dos serviços extras oferecido nas casas de aluguer de fatos.
Este palácio data de 1395, e o seu nome significa “abençoado pela felicidade”.
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| Detalhe Palácio Gyeongbokgung |
A visita é longa, porque o palácio é enorme, com várias edificações e uns
lindos jardins. Por sorte existiam cooling stations, ou seja, estações
de refrescamento, para ir amenizando as fortes temperaturas do dia.
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| Jardim Palácio Gyeongbokgung |
Bem perto do palácio,
aproveitámos para visitar uma vila tradicional coreana, a Bukchon Hanok.
Os hanok, são casas tradicionais feitas com madeira e com telhados
curvos de telha preta. A sua arquitetura pretende fazer uma harmonização com a
natureza, respeitando princípios do Feng Shui coreano.
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| vila tradicional coreana, Bukchon Hanok |
A maioria são
casas de habitação. Algumas foram transformadas em pequenas lojas e cafetarias
ou espaços culturais. Depois das 17H00 não é permitido a permanência a quem não
seja morador, e por todo o espaço encontramos avisos para não se fazer barulho
e respeitar a privacidade dos que lá habitam. As sessões de fotos com trajes hanbok,
são também comuns nesta vila tradicional.
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| vila tradicional coreana, Bukchon Hanok |
O almoço rápido foi na
cadeia CU. Foi aqui que descobrimos uma bebida refrescante e saborosa para
estes dias tórridos. Compra-se um copo cheio de cubos de gelos, e uma bebida
embalada, que vai desde limonada a leite com caramelo, passando por café com
diferentes sabores. Mistura-se a bebida no copo com gelo, e temos um produto
muito refrescante. Ficámos fãs!
Próxima visita, o Jongmyo,
Santuário Real Confucionista, Património Mundial da UNESCO.
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| Jongmyo, Santuário Real Confucionista |
Antes disso,
passagem por uma farmácia, uma vez que um dos elementos do trio viajante,
estava a braços com uma pequena infeção. Por sorte a farmacêutica falava
inglês, e com alguns probióticos, o assunto felizmente ficou resolvido. O
caminho da farmácia até ao templo, foi feito, por ruelas interiores, onde se
destacavam pequenos restaurantes, muitas tabuletas de publicidade, uma situação
muito comum na Ásia, e alguns fumadores meio-escondidos em becos. Na Coreia do
Sul há muitos locais públicos onde não é permitido fumar, havendo locais
específicos para o efeito.
O santuário é dedicado aos espíritos
dos reis e rainhas falecidos, da Dinastia Joseon, que reinou entre 1392 e 1897.
A sua construção obedece aos princípios do Confucionismo, que valoriza o
respeito pelos ancestrais e pela ordem social. Importante não pisar a Estrada
dos Espíritos, um caminho de pedra que leva ao santuário principal. Esta
estrada tem 3 faixas de pedra. A central é reservada aos espíritos; a da
esquerda reservada ao rei; a da direita a músicos. O valor de entrada é cerca
de 0,70 €.
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| Jongmyo, Santuário Real Confucionista |
Nova paragem em loja de
conveniência, para mais um balde de bebida com gelo e refrescar com o ar
condicionado. A humidade colava a roupa ao nosso corpo. Mesmo em frente, uma
carrinha, tocava antigas músicas de tom revolucionário e no tejadilho, uma
grande faixa artesanal, teria certamente palavras de protesto. Por sorte, os smartphones
já permitem fazer traduções na hora. Um senhor, já de idade, protestava contra
o Presidente da Câmara, por lhe demolir a casa, para fazer negócios obscuros,
segundo ele. Fomos lá dar uma força!
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| Um sistema muito refrescante para o sufocante calor |
Tempo ainda para visitar o templo Jogyesa, um
oásis de tranquilidade no lufa-lufa da cidade, e um importante centro do
budismo Seon. Foi fundado originalmente em 1395. Aqui encontramos um pinheiro
com mais de 500 anos e classificado como monumento natural da Coreia. É também
um Templestay, sendo possível passar a noite e participar de variadas
cerimónias. Sendo verão, centenas de flores de lótus, enchem o templo de cor e
paz.
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| Templo Jogyesa |
Próxima paragem no Mercado de Gwangjang,
com o intuito de jantar na banca da Sra. Cho Yonsoon. Esta banca esteve em
destaque na série Street Food Ásia da Netflix, sobre Seoul. Aqui
a especialidade são calguksu, noodles feitos no momento e
cortados à faca, que após cozidos são colocados num caldo delicioso,
acompanhado por dumplings de kimchi ou carne. Infelizmente, a
banca estava encerrada, por motivo de férias… felizmente que regressamos de
novo a Seoul, em data em que já estará de novo a funcionar. Acabámos por jantar
na banca vizinha, algo semelhante e também ótimo.
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| Mercado de Gwangjang |
Depois de um fantástico jantar, trajeto junto
ao rio, até à Praça DDP, ou Dongdaemun Design Plaza, para visitar o
centro cultural, um dos ícones arquitetónicos e culturais da cidade, sendo um
verdadeiro complexo futurista de design, arte e moda.
Todo o edificado é
feito de suaves curvas, com 45 mil painéis de alumínio, sem nenhuma linha reta.
Um piano no exterior, é de utilização livre, para quem souber tocar. Local
fantástico para fotografia.
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| Dongdaemun Design Plaza |
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| Dongdaemun Design Plaza |
Os alertas de segurança,
continuam a cair nos telemóveis. Já de noite, decisão de ir à zona de Hongdae,
uma popular zona de artistas de rua, moda alternativa e vida noturna. Uma dupla
de aspirantes a estrelas de K-pop, faziam
as delícias das jovens, que aplaudiam e gritavam freneticamente a cada passo de
dança, seguramente cópias de artistas já consagrados. A maior audiência estava
ali. Um pouco mais ao lado, um jovem cantor romântico, tinha apenas meia dúzia
de pessoas a assistir, já com alguma idade. Mais para baixo, um mágico de rua e
simultaneamente cómico, tinha uma plateia bem composta.
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| Mágico de rua em Hongdae |
Restaurantes e bares cheios de pessoal jovem, alguns muito
fashion, prontos para a saída noturna. As meninas mais produzidas e mais
arrojadas em termos de moda, enquanto os rapazes optam mais por um look de bad
boy, com muita roupa preta, que quase parece farda, tal é a quantidade de
rapazes que se veste da mesma forma.
Demos o dia por terminado, porque
amanhã de manhã, partimos para nova cidade.
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| Render da Guarda no Palácio Gyeongbokgung |
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| Detalhe Palácio Gyeongbokgung |
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| Detalhe Palácio Gyeongbokgung |
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| Sala do Trono, Palácio Gyeongbokgung |
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| Detalhe Palácio Gyeongbokgung |
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| Detalhe Palácio Gyeongbokgung |
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| Detalhe Palácio Gyeongbokgung |
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| Jardim Palácio Gyeongbokgung |
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| Detalhe Palácio Gyeongbokgung |
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| Detalhe Palácio Gyeongbokgung |
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| Detalhe Palácio Gyeongbokgung |
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| Coreia promove muitos jogos tradicionais |
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| Galeria de arte |
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| Galeria de arte |
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| O país dos bonecos |
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| Trajes tradicionais para visita ao Palácio e sessões fotográficas |
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| Boca de incêndio na vila tradicional |
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| Jongmyo, Santuário Real Confucionista |
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| A loucura das lojas de bonecos |
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| Detalhe de loja |
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| detalhe de loja |
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| Detalhe de loja |
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| Sempre muita informação na estrada |
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| detalhe de restaurante |
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| detalhe de edifício |
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| Templo Jogyesa |
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| Templo Jogyesa |
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| Templo Jogyesa |
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| Templo Jogyesa |
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| Templo Jogyesa |
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| Templo Jogyesa |
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| Templo Jogyesa |
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| Dongdaemun Design Plaza |
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| Dongdaemun Design Plaza |
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| Dongdaemun Design Plaza |
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