Crónica 6 – Busan dias 2 e 3
Dia 2
A manhã de hoje, já sem chuva, apesar das
previsões, foi aproveitada para lavar roupa, algo muito comum e necessário,
quando se viaja com mochilas de bagagem de mão. Quase todos os alojamentos têm
lavandarias self-service, e este não foi exceção. Na rua não vão
encontrar esse tipo de serviço.
Com o trabalho feito, e dado o adiantado da
hora para pequeno-almoço, a opção foi mais tipo brunch, antes de
partirmos para o Art Museum, na Ilha de Yeongdo. As cigarras, nas árvores
espalhadas pela cidade, faziam um barulho intenso, mas ritmado. Aliás, tem sido
assim em todos os locais por onde passamos na Coreia. Onde há árvores, há
centenas ou milhares de cigarras, que preenchem o ambiente com um pano de fundo
natural, com sons vibrantes. Como cada espécie tem o seu próprio ritmo e tom,
criam-se verdadeiras sinfonias caóticas.
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| Art Museum |
Autocarro para o museu, num
percurso interessante pela cidade. Aproveitamos para explicar, que nos
transportes, tem de se picar o cartão à entrada e de novo à saída, para
calcular o valor final a pagar. Há uma tarifa base, mas se a viagem for muito
longa, há um acerto de valor à saída. Não picar na saída, pode implicar
cobrarem-lhe a tarifa máxima nessa viagem, ou mesmo ficar com o cartão
suspenso.
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| Art Museum |
O Art Museum, artemuseum.com,
é de arte imersiva e digital, com várias salas que recriam diferentes
ambientes. Visita muito interessante, pelo ambiente recriado, num ambiente fora
do nosso contexto usual. À entrada há cacifos onde devem ser deixadas malas e
mochilas, e indicação que deve ir ao WC antes de entrar, porque lá
dentro é tarefa impossível. O preço de entrada é de 12 €.
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| Art Museum |
Mais um UBER, para uma deslocação rápida ao
Gamcheon Culture Village, uma antiga vila de casas humildes, construída de
forma labiríntica, nas encostas de uma colina.
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| Gamcheon Culture Village |
A vila surgiu em 1950, quando
refugiados da Guerra da Coreia ali se instalaram. Foi negligenciada durante
décadas, até que em 2009, sofreu um projeto de revitalização, com muitos
artistas a serem convidados a transformar o local. Muitos murais e arte urbana,
casas pintadas em cores vibrantes, pequenos cafés, galerias de arte, tornam o
local apetecível para nos perdermos nas suas ruelas, sempre com surpresas ao
virar de cada esquina.
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| Gamcheon Culture Village |
Não esquecer que, continuando a ser zona
residencial, os avisos de barulho e respeito pela privacidade dos moradores,
são constantes. Um local muito fotogénico, de visita imperdível. A chuva voltou
a aparecer, felizmente fraca, que os ponchos rapidamente travaram.
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| Gamcheon Culture Village |
Mantendo o calendário do dia, o próximo
ponto era o mercado do peixe. Mais um autocarro, que rapidamente nos levou ao
destino. Até ao momento o sistema de transportes públicos tem sido excelente.
Antes disso, paragem numa farmácia, para adquirir medicamento para dores nas
costas. Após muitas dúvidas por parte da “paciente”, lá tomou os 4 comprimidos,
que resultaram na perfeição, nunca mais tendo tido esse problema.

O Mercado de Jagalchi, é um dos maiores e
mais emblemáticos mercados de peixe de todo o país. Simplesmente gigante,
mantendo todo o seu produto vivo, em enormes aquários. Tem a parte térrea, com
centenas de bancas de venda, e no piso superior, restaurantes, que preparam o
peixe comprado no andar de baixo. Podem comer peixe mesmo fresco, por 10 € por
pessoa. Não o fizemos porque é complicado peixe para um dos elementos desta
viagem. Só ver o peixe vivo, já é impedimento para não o conseguir comer, entre
outras coisas, como “peixe com cabeça”. Nem se tentou esta experiência… além
deste edifício, existe ainda outro ao lado, com bancas de venda que simultaneamente
são também restaurantes, onde as senhoras fazem logo a refeição.

Havendo ainda tempo, pequeno
passeio pela zona circundante. Não resistimos a uns bao, pequenos pães
cozidos ao vapor, recheados com pasta de feijão. As frutarias vendem bacias de
fruta a preço definido, o sistema de comércio aqui. Na Praça BIFF, o Passeio da Fama do Festival
Internacional de Cinema de Busan, num estilo de Hollywood, com várias placas no
chão com as assinaturas e moldes das mãos de cineastas e atores consagrados. Subitamente,
damos de caras com um café de gatos, todos eles abandonados, e claro está,
tivemos de ir beber algo, aproveitando para descansar um pouco e mimar pequenos
felinos. O Day of Butler, cobra 6 € por pessoa, que inclui uma bebida,
num espaço repleto de gatos. Trinta e sete é a população atual.
Após o jantar, passeio no bairro
do nosso hotel, o Seomyeon, um dos centos urbanos mais movimentados da cidade,
com grande oferta de entretenimento, cafés e vida noturna. Noite para
fotografias self-service, numa das variadíssimas lojas que oferecem este
produto. Um negócio que deve ser bom, dada a grande afluência de jovens a estes
espaços. Todas elas equipadas com acessórios que se podem utilizar, e vimos uma
que até placa elétrica para alisar cabelo tinha! E o mais estranho, é que nada
desaparece. Passagem também por uma loja inteiramente dedicada à Hello Kitty.
Numa das ruas, uma mini-feira popular indoor, despertou-nos a atenção e
entrámos. Jogos e diversões para todos os gostos. Vimos um bad-boy, que
elegemos como o melhor bad-boy da viagem. Um jovem, vestido de calções
pretos, botas texanas de pele de cobra e t-shirt de alças preta, lançava, com
ar de desprezo, setas para um alvo eletrónico. Bad-Boy do ano! De
repente, dentro do espaço, gritos ecoaram, junto às máquinas de pinças dos
bonecos. Duas jovens raparigas gritavam, de uma forma estridente, com pulinhos,
para extravasar a felicidade de terem conseguido um peluche, já com um tamanho
médio. Pela felicidade, deve ser mesmo um daqueles difíceis de sair. Isto é
mesmo uma paixão. Por outro lado, e bem perto, 2 adultos, sempre a passar o
cartão de crédito na máquina, desesperavam por não conseguirem tirar o boneco
que desejavam… é uma paixão transversal a todas as idades.
Dia 3
O dia começou tarde, para descanso dos
viajantes. A opção foi de novo um brunch de guiozas com arroz,
uma opção sempre deliciosa. Nos telemóveis começam a cair alertas de segurança.
Desta feita, novo aviso sobre um javali à solta algures numa aldeia, com um
nome que não conseguimos replicar.
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| Praia Songdo |
Autocarro para a praia Songdo, inaugurada
oficialmente em 1913, sendo a primeira praia pública do país. Tem um sky
walk, o Songdo Clouds Trails, que nos leva até à pequena Ilha da
Tartaruga. Nesta ilha existem duas estátuas, uma de princesa e outra de
pescador.
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| Praia Songdo |
Diz a lenda, que há muitos anos, um pescador encontrou no mar uma
linda mulher desmaiada, trazendo-a para terra. Era a filha do Rei Dragão do
Mar, uma princesa do reino submarino, que tinha subido à superfície para tentar
viver como humana. Para a transformação ficar completa, ela precisava de rezar
mil dias. O amor nasceu entre os dois, e o pescador prometeu ajudá-la nesses
mil dias de transformação. Mas a chegada súbita de invasores, levou a que o
pescador fosse convocado para a guerra, onde faleceu. A princesa rezou aos
deuses do mar, e o seu pai, comovido com a dor da filha, transformou o corpo do
pescador numa rocha em formato de tartaruga, onde a princesa ficou eternamente
a olhar para o mar, com saudades do seu amado.

Em frente à praia, temos o Parque Amnam.
Para quem quiser um trajeto mais direto, pode apanhar o teleférico Busan Air
Cruise. Nós optámos de novo pelo autocarro. O Amnam Park, é uma zona
fortemente arborizada, com pinheiros, e um importante espaço geológico com
falésias formadas há 100 milhões de anos. Tem muitos trilhos pela floresta e
junto à costa, mas as altas temperaturas do dia não convidam à sua realização.
Tem uma ponte suspensa que liga à pequena ilha rochosa de Dongseom, mas que não
conseguimos atravessar. Estava encerrada com a indicação de ventos fortes, e
apenas corria uma brisa. A determinada altura, entram na ponte 7 ou 8 soldados
de camuflado, descem alguns degraus e regressam. Perguntámos ao oficial se iria
reabrir, mas indicou-nos, que devido aos ventos fortes, iria continuar
encerrado. Continuava apenas uma brisa… subimos até ao topo da falésia, e robots
animados, de tamanho real, de dinossauros, fazem as delícias dos pequenotes. O
T-REX, mesmo sabendo que é um robot, impõe algum respeito.
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| Vista do Amnam Park |
O miradouro é um local a não
perder. Tem uma vista absolutamente fantástica e extremamente fotogénica. Há
vários elementos espalhados pelo miradouro, que ajudam a compor fotografias
interessantes.
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| Amnam Park |
Para os interessados, há ainda
duas situações, que só encontrámos, até agora, aqui neste país. A Cápsula do
Tempo, onde podemos escrever uma carta para nós, que fica guardada num cilindro
por vários anos, sendo enviada passado o tempo definido e a Time Letter Zone,
onde se deposita uma carta com o nosso endereço, que nos será enviada decorrido
um ano. Ambos os serviços são pagos, mas como não enviámos nada, não
conseguimos informar os custos.
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| Cápsula do Tempo |
Dois autocarros depois, e uma grande parte
da cidade atravessada, a próxima paragem é a praia de Gwangalli e a sua linda
ponte Gwangan. No largo paredão, cães passeavam dentro de carrinhos, com ar
muito importante. Um deles até óculos escuros tinha! Os cães aqui são tratados
como verdadeiros principezinhos.
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| Praia de Gwangalli |
Dezoito horas e a praia fecha
para banhos. Ordeiramente todos acatam a ordem dos nadadores-salvadores. O
jantar foi cedo, e tivemos a sorte de ser num primeiro andar, na mesa com vista para
o mar. Até os noodles tiveram um gosto especial, com esta vista
maravilhosa. As luzes da ponte começam a acender-se e os artistas de rua, quase
todos cantores, começam a montar o seu equipamento no vasto areal. Ficámos a
ver um deles, que tinha um repertório muito eclético, e que fazia as delícias
de grandes e pequenos espetadores.
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| Praia de Gwangalli |
Com a chegada da noite, as luzes da ponte
ficam mais intensas e brilhantes e vão mudando, numa interessante coreografia
de cores. Várias dezenas de embarcações
começam a chegar perto dos pilares da ponte, e todas lançam fogo de artifício a
baixa altitude e em simultâneo. Será com certeza algum produto turístico,
porque repetem o percurso e o lançamento de fogo, várias vezes durante a noite.
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| Praia de Gwangalli |
Na praia, e mesmo junto à linha de água, homens de coletes florescentes,
verificam se não há ninguém dentro de água. Uma situação que aqui parecem levar
muito a sério. No paredão veem-se ao longe, pequenas luzes de emergência
ligadas. São polícias a pé, que durante a noite, usam essas luzes nos cintos,
tal qual um carro-patrulha, para assinalar a sua presença.
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| Art Museum |
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| Art Museum |
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| Art Museum - neve |
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| Art Museum - chuva |
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| Art Museum |
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| Art Museum |
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| Art Museum |
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| Art Museum |
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| Art Museum |
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| Art Museum |
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| Gamcheon Culture Village |
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| Gamcheon Culture Village |
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| Gamcheon Culture Village |
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| Gamcheon Culture Village |
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| Gamcheon Culture Village |
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| Gamcheon Culture Village |
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| Gamcheon Culture Village |
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| Gamcheon Culture Village |
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| Gamcheon Culture Village |
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| Praia Songdo |
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| Praia Songdo |
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| Praia Songdo |
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| Vista do Amnam Park |
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| Amnam Park |
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| Praia de Gwangalli |
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| Praia de Gwangalli |
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| Praia de Gwangalli |
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