COREIA DO SUL - Busan - Crónica 5 de 9

 

Crónica 5 – Busan dia 1

Busan é a segunda maior cidade da Coreia do Sul, só ultrapassada por Seoul. Fica nas margens do Mar do Japão, e é um dos principais centros portuários da Ásia.

Busan

O nosso dia começou com vários alertas de segurança, desta vez para previsões de chuvas fortes e riscos de inundações. Trilhos de montanha encerrados, campistas evacuados por precaução, entre outras situações.

Neste dia saí mais cedo do quarto, e no elevador entra um coreano bastante simpático, que mete logo conversa. Ficou muito contente quando lhe disse que era português, porque, pasmem-se, ele fala português! Kukio, acho eu que será assim que se escreve o seu nome, tem uma adoração pelo nosso país, que já teve oportunidade de visitar. A sua playlist incluía várias músicas da Dulce Pontes, sendo quase o seu fã número um. Aprendeu a falar português, por já ter trabalho no Brasil e posteriormente no México, pelo que, por vezes, havia ali um certo “portunhol”. Entretanto, a Ana e a Leonor descem, e passámos os quatro, um tempo bastante agradável, à conversa. Mas ele tinha de ir visitar amigos, e nós tínhamos de ir conhecer a cidade, pelo que trocamos Instagram, e fomos à nossa vida.

Praia Haeudae

Apanhámos o metro até à praia, um verdadeiro luxo para quem aqui mora! Fomos conhecer a praia Haeudae, que dizem ser a mais famosa do país, e onde tudo está devidamente organizado, e tudo se aluga: toldo, cadeiras, coletes, boias, entre outras coisas. Duas grandes tendas à entrada da praia, servem para trocas de vestuário. Vendedores de cada zona concessionada, chamavam freneticamente clientes. A praia tem 1,5 km de extensão, com uma fina e branca areia, e um mar que neste dia estava particularmente calmo.

Praia Haeudae

Para quem gostar de alturas e chão de vidro, a LCT Tower oferece o Busan X the Sky, um observatório no andar 100. Não é barato, e não subimos.

Tentámos sim, fazer as Sky Capsules, mas ainda bem que só tínhamos vaga às 16h00, ou seja, um longo tempo de espera, e já vão entender o porquê mais adiante. Explicando as Sky Capsules, elas são pequenas carruagens para 4 pessoas, muito coloridas, que se movem lentamente num carril elevado ao longo da costa. Fazem um trajeto de cerca de 2 km, e tem um custo por viagem de sensivelmente 25 €.

Sky Capsules

Bem perto, um pequeno porto de pesca, despertou a nossa atenção. E não é que havia acolhedores restaurantes locais, mesmo ao nosso estilo! Subimos a um primeiro andar, e comemos uma das melhores refeições da viagem.  Um prato de porco e um guisado de caranguejo com fish cake, levaram-nos a outra dimensão gastronómica. As entradas de pequenos camarões, e mini-anchovas secas, envolvidas num molho picante, com uma erva aromática, estavam divinais.

Depois deste excelente momento gastronómico, apanhámos o autocarro para o templo Haedong Yonggungsa, um dos templos budistas mais bonitos da Coreia do Sul, nomeadamente pela sua localização, mesmo à beira-mar. 

Templo Haedong Yonggungsa

Este templo, construído em 1376, foi destruído aquando da ocupação japonesa, mas totalmente reconstruído em 1970. Uma das suas grandes atrações, é a estátua da Deusa do Mar, a deusa budista da compaixão. 

Templo Haedong Yonggungsa

Para sair, há que subir 108 degraus, num ato de purificação espiritual, onde cada degrau simboliza uma aflição terrena a ser superada. Acreditem que com o calor, é uma superação e tanto! Ainda tentámos a sorte, ao atirar uma moeda para uma bacia de pedra, que ficava debaixo de uma ponte, mas infelizmente nenhum dos 3 conseguiu acertar. 

Templo Haedong Yonggungsa

Afinal, o porco do outro templo, não nos trouxe assim tanta sorte, ou então não seria este tipo de sorte. Acabámos por deixar uma moeda na carapaça de uma tartaruga de pedra, que dizem trazer proteção.

Uber até ao terminal do Beach Train, e agora vão perceber que não perdemos nada em não conseguir lugar para as Sky Capsules. Este comboio, faz, não só o mesmo trajeto que as cápsulas, mas sim o dobro do trajeto, porque tem uma extensão de 4,8 km. 

Beach Train

O preço é manifestamente mais barato, com um custo de pouco mais de 3 € por passageiro. Além disso, o comboio é panorâmico, com todos os assentos virados para o mar. Ainda descobrimos, que ao longo de todo o percurso, há um passadiço, o que torna mais interessante o passeio, caso seja feito a pé. Mas com a onda de calor, seria um caminho bem complicado de fazer, e já estávamos com muitos quilómetros nas pernas. Fazendo a pé, ainda tem a possibilidade de visitar um pequeno lugar piscatório, e fazer dois sky walk sobre o mar, sendo que um deles tem chão de vidro, numa parte do percurso.

Eis-nos de regresso à praia Haeudae, que encerra para banhos impreterivelmente às 18H00, hora de saída dos nadadores-salvadores. E há guardas a verificar esta situação. Pode-se continuar na praia, mas não entrar na água.

Hora de jantar e a opção recaiu no Mercado Tradicional de Haeundae. Uma rua repleta de pequenos restaurantes, sendo que a maioria se dedicava a pratos de peixe, todo ele vivo, em grandes aquários. De igual modo, mariscos, polvos, ameijoas, e outras iguarias locais como pepinos do mar, abalone, entre outros.


Uma iguaria muito procurada são enguias, que hábeis mãos esfolam, e partem em pedaços, que continuam a contorcer-se, antes de entrar na frigideira.

A nossa opção recaiu num pequeno espaço, que oferecia menus com várias especialidades: morcela, cozida ao vapor, mas que ficaria melhor se fosse grelhada; fígado cozido; tempuras de camarão; fish cakes, ou bolos de peixe; topokki, bolinhos de arroz cozinhados em pasta de pimenta fermentada; diferentes gimbap.  Os bolos de peixe são feitos de peixe branco moído, a que se junta farinha de trigo, alho, sal, açúcar e cebolinho. São depois moldados em placas finas, que posteriormente são cozinhadas.

Protestos

A caminho do metro, depois deste festim culinário, encontramos mais um protesto, muito no seu início, que teria a ver com o atual Presidente da República. Não entendemos se era a favor ou contra. Percebemos apenas que era contra a China e a favor dos EUA. 

Protestos

Do outro lado da avenida, em pequenas lojas, a oferta para leituras de Tarot era muita.

Lojas de leitura de Tarot

Já tínhamos reparado, mas aqui, com mais turismo, é mais notório, a quantidade de lixo que se encontra nas ruas, em lugares mais ocultos, como embalagens de sumos, garrafas de água, latas de refrigerantes, copos de plástico, copos de café. Na realidade não há caixotes de lixo. É muito difícil encontrar um. Pelo que percebemos, os caixotes foram retirados, para responsabilizar os cidadãos pelo lixo que produzem, e fazer a correta separação do mesmo, para questões de reciclagem. Por isso preparem-se para viajar longas horas com lixo que produzam, ou entrem em lojas de conveniência e façam a correta reciclagem, uma vez que todas elas estão preparadas para isso. A ideia pode ser boa, mas em Busan vê-se muito lixo na rua, o que é pena.

Os alertas de segurança tinham razão. Muito perto da hora prevista, começou a chover torrencialmente. Felizmente já estamos no hotel.

 

Sempre com muito sucesso, as lojas de self fotos

Sky Capsules


Templo Haedong Yonggungsa

Templo Haedong Yonggungsa

Templo Haedong Yonggungsa

Templo Haedong Yonggungsa

Templo Haedong Yonggungsa

Templo Haedong Yonggungsa

Templo Haedong Yonggungsa

Templo Haedong Yonggungsa

Templo Haedong Yonggungsa

Templo Haedong Yonggungsa

Templo Haedong Yonggungsa

Praia Haeudae - troca de roupa

Praia Haeudae

 

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