Dia 9
30 de dezembro 2014
Dia de relaxar pelo Norte. Aproveitámos para visitar a Roça Diogo Vaz, onde se pode ver todo o processo do cacau. Fundada em 1880, remodelada em 2014, possui certificação de produção biológica, nos seus 420 hectares de uma floresta de 150.000 cacaueiros.
Aqui é produzido um cacau único e exportado para todo o mundo. Tem escola, creche e posto médico para apoiar os trabalhadores e suas famílias. O resto do dia foi mesmo para relaxar nas praias e comer banana maçã. Pena não chegar a Portugal, porque é simplesmente deliciosa. O polvo e o choco na praia Micondo, completaram na perfeição este dia.
Dia 10
31 de dezembro 2104
Véspera de Ano Novo. Dia
totalmente dedicado à cidade. Ida ao mercado, que, em dia de festa, estava uma
confusão diabólica, mas sempre animada e interessante. Centenas de pessoas
negociavam com os vendedores as suas compras para um dia especial. Visita ao
Museu Nacional, que se encontra no Forte de São Sebastião, erguido por forças
portuguesas em 1575. Atualmente é também um farol. A funcionária do museu,
tinha um ar enfadado em nos receber. O
Museu em si tem uma sala de arte sacra com antigas imagens que estavam nas
roças, a sala da tartaruga dedicada à proteção da tartaruga, mas cheia de joias
de carapaça de tartaruga… e mais umas salas com louças das roças, mobílias,
arte popular e a secretária e caneta onde se assinou a Proclamação da
Independência. As salas estão pouco iluminadas e os expositores estão tão
sujos, que em muitos quase não se veem as peças. É lastimável que o Museu
Nacional não tenha uma conservação mais cuidada e merecida. De toda a beleza
estonteante, que temos visto desde a nossa chegada, esta é a única deceção até
ao momento.
A tarde foi de convívio com a Isaura, uma vendedora muito simpática de bugigangas e doces, que monta a banca em frente ao hotel, e os putos do reggae.
Véspera de Ano Novo, por aqui
também é dia de celebração. Ao princípio da noite um grupo local tocava na
Praça da Independência. Fomos à Se Catedral de Nossa Senhora da Graça de São
Tome, assistir à missa de fim de ano. Estava a rebentar pelas costuras, com
tantos crentes. Muitos cânticos em dialeto local, faz da eucaristia um
espetáculo mágico a que não estamos habituados e nos prende a atenção. De
seguida zona do Forte, onde a ação acontece. Na discoteca PM, a entrada era
muito selecionada. Optámos pela melhor solução que foi beber umas super bock
com os locais, que faziam grandes jantaradas de tacho junto ao forte e de onde
saiam aromas fabulosos. À meia-noite espetáculo de fogo de artificio, mais umas
cervejinhas e regresso ao hotel, que amanhã é dia de partida.
Dia 11
1 de janeiro 2015
Dia de Ano Novo e dia de regresso
a Portugal. Dos aeroportos mais complicados por onde passámos. Os estrangeiros
têm de pagar 18 € de taxa de saída, mas não foi fácil perceber onde se pagava e
como se pagava. Abertura de malas à entrada, para verificação fitossanitária,
antes do check in. Depois do check in, abertura da bagagem de mão… Não é fácil
a saída, mas tudo correu lindamente. Paragem técnica em Accra, e chegada a
Lisboa, com a vontade de voltar para visitar o Príncipe, que já não conseguimos
nesta viagem, por indisponibilidade de voos entre as ilhas.
Em resumo, São Tomé é um
verdadeiro paraíso, com uma beleza natural incrível, e umas gentes, que apesar
de todas as dificuldades na sua vida, nos recebem com um sorriso rasgado e uma
simpatia fenomenal. Povo que gosta de partilhar, mesmo tendo muito pouco, foi
algo que nos marcou, e que acaba por nos fazer crescer muito. As crianças são
adoráveis, e os penteados das meninas são verdadeiras obras de arte. É por isso
que viajamos e conhecemos o mundo, porque aprendemos sempre muito com todos
aqueles com quem nos cruzamos. Um spot fantástico para quem gosta de
fotografia, de praia e de locais poucos explorados.






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